Fui trabalhar para uma cidade não muito longe daqui, 36
minutos de carro. Cheguei, toquei à porta e o marido da paciente abriu a porta,
também ele todos tremeliques que eu até pensei que ele tivesse a doença de Parkinson,
mas não embora ele não saiba porque é todo tremeliques e com sintomas parecidos
aos da doença de Parkinson, ele foi ‘testado’ (segundo as suas próprias
palavras). Eu mostrei-lhe a minha identificação e apresentei-me. Subimos as
escadas até ao primeiro andar, ele convidou-me a entrar no seu apartamento, fomos
até à sala de estar onde estava a minha paciente, esposa dele. Sentamo-nos de
frente para a ela. Eu vou-lhe chamar de: ‘Arlindo’ e ‘Arlete’ (nomes fictícios)
o Arlindo começou a mexer no seu tablet e passado um bocadinho mostra-me as
fotografias do meu colega que tinha estado lá 13 antes de mim a dormir
refastelado no sofá.
Aconselhei-o a enviar as fotos para o escritório da
empresa e fazer uma denuncia formal. Ele disse peremptoriamente ‘não!’ e
continuou dizendo; ‘não o vou denunciar porque não quero que ele seja despedido’.
Eu disse-lhe que ao omitir e proteger a negligência do funcionário, estaria a
abrir um precedente para que ele continue a fazer o mesmo com outros pacientes
ou seja, a ser negligente e descuidado no seu local de serviço que é nas casas
dos pacientes que por sua vez são na sua maioria pessoas em situação de
vulnerabilidade extrema.
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