quarta-feira, 29 de julho de 2026

Consegui limpar a casa de banho a muito custo

 eu costumo pedir ajuda ao Gemini para escrever os meus post aqui no blog mas hoje decidi fazer à moda antiga ou seja decidi escrever nas minhas próprias palavras, não me importa se fica lindo e elegante o que me importa é que fique registada a minha luta diária limpar e arrumar a minha própria casa, nunca gostei de lides domésticas alias, sempre odiei tudo o que fosse ligado às lides domésticas, mas fazia sempre os possíveis para ter a minha casa limpa mesmo que mal arrumada e mal organizada, detesto sujidade só que nos últimos anos eu fui piorando a cada que passava e cheguei a um ponto onde eu já nem reconheço, as dores nas articulações e nas costas são cada vez mais intensas, pedi ajuda ao médico para perder peso já que faça eu o que fizer eu não consigo perder peso e vou aumentando de peso a cada ano que passa, recebi um não porque me faltava os seguintes critérios: ter sofrido um ataque cardíaco, ter diabetes, ter colesterol elevado, ser hipertensa e estar quase morta, enfim hipertensão eu sempre tive, tenho pré diabetes,  mas não tenho todos os outros requisitos necessários para ser elegível para ajuda clínica para perder peso. E é esta a minha vida 

domingo, 12 de julho de 2026

O Legado de Gulbenkian e a Arrogância do Revisionismo

 


Há coisas que, por muito que tentemos manter a serenidade, nos reviram o estômago e nos esgotam a paciência. Ouvir o recente episódio do podcast do Expresso sobre a Fundação Calouste Gulbenkian foi, sem tirar nem pôr, uma dessas experiências.

A História — aquela que se baseia em factos concretos e não em cartilhas ideológicas da moda — diz-nos o seguinte: Calouste Sarkis Gulbenkian, um cidadão de origem arménia, escolheu Portugal como o seu refúgio seguro. Viveu os últimos 13 anos da sua vida no nosso país e, em sinal de profunda gratidão e visão, deixou-nos uma das mais extraordinárias instituições filantrópicas e culturais da Europa. Foi ele quem a imaginou, foi ele quem a fundou e foi a sua imensa fortuna que a pagou. Ponto final.

Mas parece que para o jornalismo moderno — que muitas vezes roça o "jornalixo" de cliques — os factos históricos são apenas um detalhe incómodo.

Ouvir aquele podcast é assistir a uma tentativa patética de reescrever a história por parte de quem não construiu absolutamente nada. Somos obrigados a ouvir "especialistas", que nem sequer eram nascidos quando Gulbenkian respirava, a tentar desconstruir a vida e o legado de um homem singular. Mas o verdadeiro momento de clareza surge quando prestamos atenção a quem tem o microfone na mão.

De um lado, temos o atrevimento inaceitável de quem vem de fora. Vozes de sotaque estrangeiro que, carregadas de uma arrogância inexplicável, julgam ter o direito de apagar a memória, ditar regras e criticar um legado de um país que não lhes pertence. É a personificação perfeita da expressão "cuspir no prato onde se come". Usufruem da cultura e da segurança que o país lhes oferece, mas acham-se no direito de reescrever a nossa história à sua imagem e semelhança.

Do outro lado — e este é o lado que verdadeiramente enoja —, temos a subserviência confrangedora dos "tugas" presentes. Jornalistas e comentadores portugueses que, num esforço desesperado para parecerem intelectuais e alinhados com as tendências do momento, acenam que sim com a cabeça e dão palco a este desrespeito. Em vez de defenderem o nosso património e a memória de um benemérito que nos deixou uma riqueza incalculável, preferem curvar-se perante quem nos insulta.

A Fundação Calouste Gulbenkian chama-se assim por um motivo muito simples: foi criada por ele. A História não se apaga, não se altera e não se reescreve só porque um grupo de iluminados decide que o passado já não lhes serve.

Quem se sente incomodado com a história de Gulbenkian tem um remédio muito simples: que trabalhe, que junte a sua própria fortuna e que crie a sua própria fundação. Até lá, exijam o que quiserem nos vossos podcasts, mas tirem as mãos e tenham respeito por quem efetivamente deixou obra feita.

 

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Eu estou tão farta de tudo

 As dores continuam a massacrar-me diariamente e todo o momento. Não sei o que se passa dentro do meu corpo e nem dentro da minha cabeça, apenas sinto esta ansiedade, e raiva descomunais, ainda bem que não instintos assassinos, porque se não eu já teria cometido alguma loucura, em vez disso eu cá vou sobrevivendo em meio a toda esta raiva que me está lentamente a destruir.

As dores atacam-me cada vez com mais e maior intensidade, dores nas costas, dores nos tornozelos, dores nos ombros, afetam até o meu caminhar, parece que tenho uma liga de aço a prender-me as pernas pelas ancas dificultando-me os passos, parece que cada perna uma tonelada. eu estou cansada e desmotivada

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

​O Brilho Eterno de Ivone Silva: A Mulher que Redefiniu o Nosso Palco

 ​O Brilho Eterno de Ivone Silva: A Mulher que Redefiniu o Nosso Palco

​Há nomes que passam pelo mundo artístico e há forças da natureza que o transformam para sempre. Ivone Silva foi, sem sombra de dúvida, essa força. Falar dela não é apenas recordar uma atriz que nos fazia sorrir; é evocar uma das figuras mais gigantescas, inteligentes e vanguardistas da cultura portuguesa do século XX. A sua partida precoce, em 1987, deixou um vazio que o tempo teima em não preencher, mas o seu legado permanece intacto na nossa memória coletiva.

​Olho para a tela vazia e pergunto-me onde começa a memória de uma mulher que foi tudo no palco. Ivone não era apenas uma atriz; era um estado de alma que nos entrava pela casa dentro sem pedir licença, deixando-nos um sorriso nos lábios e uma pontada de espanto no pensamento. Dizem os registos que tudo começou a sério ali pelo Parque Mayer, na boémia dos anos sessenta. Uma Lisboa de ruelas escuras, de fumo de cigarro no ar e de teatros a rebentar pelas costuras. Imagino-a a chegar, jovem, com aquele olhar que parecia ver mais além do que os outros. Quando pisou as tábuas do Teatro ABC pela primeira vez, o público não viu apenas mais uma atração da Revista. Viu a eletricidade. Havia uma inteligência fina na forma como ela se movia, um segredo partilhado entre os seus olhos e quem a via da plateia.

​Ali, naquele pedaço de Lisboa que cheirava a festa e a suor, a Ivone começou a desenhar o seu império. Não precisava de grandes cenários. Bastava-lhe o gesto exato, a pausa no momento certo e aquela ironia tão nossa, tão portuguesa, que nos fazia rir da nossa própria pequenez.

​Mas houve um dia em que a Ivone percebeu que o teatro era demasiado pequeno para o tamanho do seu génio, e a televisão fez o resto. Entrou-nos pela sala dentro nas noites de sábado, numa altura em que o país se colava ao ecrã para ver o Sabadabadu. E foi aí que a magia se tornou imortal. Surgia ao lado do Camilo de Oliveira, e não eram apenas dois atores a fazer uma rábula; eram o espelho de um Portugal profundo, castigado, mas que trazia na ponta da língua uma graça desalinhada. Ela, com aquela cabeleira despenteada, o xaile meio caído e o olhar perdido da "Agostinha", conseguia a proeza de nos fazer rir à gargalhada enquanto, no fundo, nos partia o coração com a solidão daquela personagem. "Ai Agostinho, ai Agostinha..." — o desabafo corria o país na segunda-feira seguinte. Mas logo a seguir, com uma facilidade que só os eleitos têm, desfazia o boneco, limpava a maquilhagem e aparecia-nos altiva, elegante, a ditar regras com aquela voz que comandava a atenção de qualquer um: "Com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo". Era essa a sua dualidade: num minuto era o povo na sua forma mais crua; no minuto seguinte era a sofisticação em pessoa.

​Olhar para aquela televisão antiga era, para mim, muito mais do que ver um programa. Era ver o mundo a acontecer. Eu era muito jovem quando ela partiu, quase uma miúda a descobrir a vida, mas recordo com uma nitidez impressionante como a Ivone Silva se tornou a minha grande companheira de caminho. Durante cerca de nove anos, aquele ecrã deixava de ser apenas um objeto na sala e transformava-se num portal para os palcos que, para mim, valiam o mundo inteiro.

​Eu via pouco, talvez não compreendesse ainda todas as entrelinhas da política ou da sátira social da época, mas o pouco que captava inundava-me a alma de cultura, saber e poesia. Havia ali uma densidade que me prendia. Os meus olhos transportavam-se para lá daquele quadradinho que era o ecrã de uma televisão. Através dela, aprendi a amar o teatro sem nunca ter pisado as tábuas do Parque Mayer; aprendi a decifrar a alma humana através dos seus olhos expressivos.

​Quando ela partiu, levou um pedaço dessa minha infância e juventude, deixando o ecrã mais vazio e o mundo artístico mais pobre. Fiquei tristíssima, com um sentimento de admiração e saudade que o tempo não apaga. Mas a verdade é que nunca se perde aquilo que nos inundou a alma. Aqueles nove anos de cumplicidade silenciosa ficaram gravados em mim.

​Este espaço nasce precisamente dessa urgência em não deixar morrer a memória de quem tanto deu à nossa identidade cultural. Ivone Silva foi uma rainha sem coroa, uma revolucionária na televisão e uma inspiração eterna. Cada palavra que aqui escrevo hoje é apenas um eco desse amor que nasceu diante daquele quadradinho iluminado. Celebramos-te, Ivone. Porque um talento assim nunca se esquece. 






quinta-feira, 25 de junho de 2026

Dois Mundos no Mesmo Coração:

 

O Sabor da Saudade e o Abraço de Inglaterra

Há já vinte anos que a minha vida se construiu longe do sol de Portugal. Quem me conhece sabe que convivo perfeitamente bem com a minha solitude. Encontro paz no silêncio do meu espaço, e a minha rotina hoje faz-se, em grande parte, das noites em que saio para trabalhar no apoio à comunidade, cuidando de quem precisa. Não exijo muito mais do que esta tranquilidade.

Mas o coração humano é um lugar curioso, capaz de guardar intactas memórias que o tempo e a distância não conseguem apagar. De vez em quando, a mente viaja. Viaja para os tempos em que geria A Casa do Galo ou o Bordalo, onde o ritmo era frenético e a vida acontecia à volta de uma mesa. Viaja para aquelas tardes partilhadas com amigas na esplanada do bairro, onde o único pretexto necessário para sair de casa era uma "bica" bem tirada, uma mini a estalar de tão gelada e um prato de caracóis.

A saudade, quando aperta, não é de grandes luxos. É uma saudade profundamente sensorial. Sinto uma falta imensa da nossa couve tronchuda, do amargo bom das nabiças e do conforto dos torresmos. Fecho os olhos e quase consigo sentir o cheiro do carvão, a sardinha assada a pingar no pão e a frescura de uma salada de tomate, pepino, alface e pimentos grelhados. São sabores que contam a história de onde venho, impossíveis de replicar nas prateleiras de um supermercado moderno.

Contudo, que ninguém confunda esta melancolia com ingratidão. Jamais, em momento algum, a minha saudade por Portugal se traduzirá num julgamento ou numa crítica a Inglaterra e ao seu povo.

Nestas duas décadas, o Reino Unido deu-me estabilidade, deu-me teto, deu-me trabalho. Através da minha profissão, tive o privilégio de entrar nas casas e nas vidas dos britânicos nos seus momentos mais vulneráveis, conhecendo a sua essência e humanidade de uma forma muito crua e verdadeira. Ser-lhes-ei eternamente grata por tudo o que me proporcionaram, pelas oportunidades que me ofereceram e pelo respeito com que me acolheram.

No fundo, aprendi que não precisamos de escolher entre quem fomos e quem somos. Posso amar a terra que me viu nascer e chorar de saudade de uma simples couve-galega, enquanto nutro um amor e um respeito inabaláveis pelo país que hoje chamo de casa. E é assim, com um coração dividido, mas em paz, que continuo a minha caminhada.

 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Foi Sonho? Ou foi Pesadelo?


  A minha respiração acompanhava a maratona invisível que eu percorria. O cenário à minha volta era um eco fragmentado, construído com aquela familiaridade enganadora que só os sonhos conseguem arquitetar. Eu andava por entre ruas, prédios e bairros de uma cidade que me deixava confusa. Tanto podia ser o Pinhal Novo como Setúbal, ou se calhar... nenhuma das duas. A única certeza que eu tinha, no meio daquela desorientação, era a de que estava em Portugal.

  A angústia deambulava comigo. O meu desespero não tinha um rosto humano; eu não andava à procura de alguém. Andava, sim, desesperadamente à procura do meu carro. A cada quarteirão que virava, a frustração adensava-se. Onde é que eu o tinha deixado? A procura daquele carro era a urgência de encontrar uma saída, de recuperar a minha direção e escapar daquele labirinto de asfalto que parecia não ter fim.

  Durou não sei quanto tempo. Essa busca exaustiva pareceu arrastar-se por uma eternidade, pesando-me nos ombros. Até que, suavemente, o véu daquele labirinto se começou a desfazer.

  Não acordei em pânico, nem de repente. O regresso à realidade aconteceu quase em câmara lenta. As minhas pálpebras abriram-se devagar, dissipando as imagens das ruas distantes. Comecei a olhar para todos os lados, muito lentamente, deixando que os contornos e as sombras do espaço ganhassem forma e nitidez perante os meus olhos.

  Fui absorvendo o ambiente nesse ritmo calmo, até compreender, finalmente, que estava em casa. Senti o apoio macio debaixo do meu corpo e percebi que estava deitada — semi-deitada, na verdade — no meu cadeirão. O toque firme e inconfundível do meu cadeirão reclinável serviu como a minha âncora. Um alívio silencioso e sereno tomou conta de mim ao perceber que estava ali, confortável e segura, no lugar onde escolho dormir há já muito tempo, desde que deixei a minha cama. O labirinto desvaneceu-se, a aflição do carro perdido ficou para trás no sonho, e restou apenas aquela quietude familiar.

  O Meu Limbo Geográfico: Odiar viver na aldeia onde estou e detestar estar fora de Portugal cria-me uma sensação profunda de "não pertença". Não quero estar onde estou, mas o país para onde quereria voltar está mergulhado num pântano de corrupção, exploração de seres humanos e problemas que me revoltam. É exatamente por isso que a cidade do sonho era uma amálgama confusa entre Setúbal e Pinhal Novo. O Portugal do meu sonho não era um refúgio acolhedor, mas sim um labirinto distorcido pela desilusão, onde a minha mente não sabe para onde fugir.

  O Peso da Minha Exaustão Física: O receio de envelhecer e de perder a minha autonomia motora é, sem dúvida, a raiz daquela busca exaustiva pelo meu carro. Uma rotina exigente e as longas noites de trabalho cobram o seu preço ao corpo, e esse desgaste acumula-se. Andar a pé, quilómetro após quilómetro no sonho, sentindo a frustração de não encontrar o carro — que é a minha ferramenta máxima de independência e movimento — é a materialização exata do medo de que as minhas pernas e a minha energia comecem a falhar.

  Ainda assim, e apesar da crueza e da dureza desta realidade que enfrento, há uma mensagem de força que prevalece. No meio da exaustão e da profunda frustração com o mundo, as chaves nunca me caíram das mãos.

  Posso sentir o peso da idade e o cansaço estrutural, mas o facto de continuar a adotar rotinas de exercício físico em casa para manter a minha resistência e força prova que não me entrego ao cansaço. Tenho uma postura ativa e lutadora. O mundo lá fora e a aldeia onde vivo podem não ser os que desejo, mas eu continuo a segurar o controlo da minha independência. O meu cadeirão foi o refúgio perfeito nesse acordar porque é o meu espaço de recuperação, o meu porto seguro onde recarrego baterias para continuar firme ao volante da minha própria vida.

 

 

 

 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Para madrasta o nome lhe basta

Madrasta assassina enteada de 8 anos para se vingar do pai da menina. alegadamente, esta cobarde assassinou uma criança indefesa porque o pai da criança teria batido nos filhos dela, mas que grande cobardia! Que castigo se deve aplicar a esta assassina? que o pai da menina que ela assassinou lhe assassine os filhos dela? aí teríamos dois cobardes em vez de uma cobarde.   aquela cobarde assassina vai ter o seu castigo e esse castigo não será aplicado pela dos homens mas sim pela mãe Natureza. E não Doutora Suzana Garcia a assassina da Lara não é Brasileira! É portuguesa nascida  e criada em Portugal (Macedo de Cavaleiros).

 

Descansa em Lara 🤲🪽

Mas quem é que no seu perfeito juízo quer que Portugal regresse ao passado?

 Estava a ver 'O Dois Às 10' em que o Toy é entrevistado pela Cristina Ferreira onde ele fala sobre como os pais dele se conheceram e sobre a história de amor de ambos e faz menção sobre haver quem ainda sente saudades do passado antes do 25 de Abril. e realmente eu penso...  mas quem e que no seu perfeito juízo, sente saudades do tempo da PIDE? do tempo de intensa ditadura onde as pessoas poderiam ser presas apenas por pensarem ou discordarem do sistema, e do governo? Eu não vivi o Salazarismo porque nem sequer era nascida quando aquele homem morreu e nem vivi o tempo de ditadura em Portugal, porque vivia em África, vivi outros horrores mas não a ditadura de Portugal continental, no entanto, depois que regressei a Portugal em 1979 conheci muitas vitimas que sobreviveram a esses tempos de puro terror. E é nessas que eu acredito, porque vi as suas cicatrizes das torturas às quais foram submetidas pela PIDE.

As pessoas acima de 60 anos (como eu) que viveram e sofreram essa ditadura! Como é que têm a lata de dizer que naquele tempo é que era? como é que há mulheres que sentem saudades desse tempo? em que a mulher valia menos do que um zero à esquerda! Em que era considerada propriedade do marido! Como? Alguém me consegue explicar ?

 

Eu pedi ao Gemini para me fazer um sketch do Toy mas ele teve medo de infrigir a ética de privacidade

sábado, 20 de junho de 2026

As e os Hipócritas de Sempre

 O palhaço fez anos e lá vieram as galinhas que o odeiam tanto ou mais ainda do que eu, a deixar mensagens escarrapachadas no grupo para que todos vejam a desejar parabéns ao otário quando na realidade o que realmente lhe desejam é que ele se rebente todo contra uma qualquer parede 😏

 

 

  

 

O Refúgio do Cadeirão e a Fuga Interrompida

 Acabo de ver o filme mensagens de voz para Isabel(voice mails for Isabelle) a história de uma miúda que perdeu a irmã mais nova para uma terrível doença chamada: fibrose cística. a história começa com ela sentada  num banco de um qualquer jardim em São Francisco, a falar ao telemóvel para o numero da sua já falecida irmã Isabelle. pela primeira vez consegui ver um filme completo sem adormecer no sofá (cadeirão reclinável) enquanto o filme durou eu estava alheada da minha realidade, mas quando o filme terminou e eu tive que encarar de novo a minha realidade, uma nuvem negra de ódio desceu sobre mim. a minha sala de estar... está repleta de lixo, estão dois sacos de lixo pretos cheios no chão da sala há vários dias à espera que eu os leve para o contentor do lixo, a pia de lavar louça está cheia de louça por lavar, a arrecadação está cheia de cestos de roupa lavada à espera que eu dobre e arrume a roupa nos seus devidos lugares, mas o ódio que eu sinto a esta casa é tanto e de tal ordem que eu fico paralisada de ódio e deixo tudo como está evito sair para a rua porque já começo a sentir ódio até das pessoas desta maldita aldeia

 

 

 Crédito de imagem: Gemini

sábado, 13 de junho de 2026

Anto

 

Poema de Florbela Espanca

A Anto!

Poeta da saudade, ó meu poeta querido

que a morte arrebatou em seu sorrir fatal,


ao escrever o Só pensaste enternecido

que era o mais triste livro deste Portugal,

Pensaste nos que liam esse teu missal,

Tua bíblia de dor, teu chorar sentido

temeste que esse altar pudesse fazer mal

aos que comungam ele a soluçar contigo!


Ó Anto! Eu adoro os teus estranhos versos,

Soluços que eu uni e que senti dispersos

por todo o livro triste! Achei teu coração…


Amo-te como não te quis nunca ninguém,

Como se eu fosse, ó Anto, a tua própria mãe

Beijando-te já frio fundo do caixão! 

 

Consegui limpar a casa de banho a muito custo

 eu costumo pedir ajuda ao Gemini para escrever os meus post aqui no blog mas hoje decidi fazer à moda antiga ou seja decidi escrever nas mi...